As vezes eu me comporto como uma adulta. Pareço responsável, afinal sou mãe, esposa, estudante, profissional. O mundo exige atitudes da minha parte, espera respostas à altura das responsabilidades impostas. Assim, sigo bebendo socialmente, conversas maduras, risadas na medida, me posiciono perante alguns assuntos, seguindo o protocolo de uma pessoa "adulta". Na verdade, passei em torno de 20/25 anos esperando, com uma certa ansiedade, por esta fase. Explico-me: sempre quis ser independente, decidir meus próprios passos, sair de casa, fazer minhas escolhas, não dar satisfação. A vida é tão irônica, quando pude finalmente tocar meus projetos de independência, tão desejados durante a infância e adolescência, simplesmente não consegui decidir nada. Eram tantas opções, e a vida sempre me pareceu tão longa, ficava difícil tomar decisões inalteráveis. Enfim, situações acima da minha vontade foram se apresentando, e aprendi a administra-las. Amadureci. E, só então, me convenci de que eu realmente havia me tornado uma "adulta".
Porém há um pedaço de mim revelado para poucos, a quem chamo carinhosamente de amigos. Para esta ínfima parte da população mundial posso ser eu mesma, sem máscaras, sem reservas, sem pré conceitos, sem dilemas. Sou moleca, falo bobagens, gargalhadas altas, choro, grito, ofereço meu ombro, meus conselhos (de uma pessoa experiente...hahaha), danço, canto. É com eles que divido meus melhores momentos: os de felicidade plena por me sentir viva!
P.S.: Obrigada amigos!
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